Por Alexandre Figueiredo A notícia, duas atrás, do falecimento do cantor e compositor Benito di Paula gerou comentários exagerados que chegavam ao nível da pieguice constrangedora, mesmo sob a aparência da objetividade jornalística. Foi tratado como se fosse um gênio visionário, um artista revolucionário cuja perda tornou-se irreparável. Ultimamente esquecido, Benito chegou a ser definido como “subestimado” pelos seus admiradores. A música de Benito di Paula pode agradar a esse público e inspirar até memórias nostálgicas pessoais, mas essas memórias residem no âmbito do sentimentalismo e não servem para um julgamento artístico sério, por mais que narrativas sejam feitas para forjar uma hipotética superioridade artística. Como todo ídolo cafona, Benito carece de profundidade artística. Na música brega, mesmo a mais antiga, que a crítica brasileira classifica como “sofisticada”, os cantores e compositores são meramente hitmakers, ou seja, fazem música comercial. O alegado “não-comer...