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CRIA DO PODER DA MÍDIA E DO MERCADO, "FUNK" RECUSA A ASSUMIR ESSE VÍNCULO

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IGREJA DO PASSO É REABERTA AO PÚBLICO EM SALVADOR

Por Alexandre Figueiredo

Depois de mais de vinte anos fechada, a Igreja do Santíssimo Sacramento da Rua do Passo, cujo nome mais popular é Igreja do Passo, em Salvador, foi reaberta ao público depois de um minucioso e difícil trabalho de restauração.

A restauração foi feita durante três anos, através de um investimento de R$ 11,3 milhões do Governo Federal, por iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), garantindo assim não apenas um espaço para atividades religiosas dos baianos, numa cidade com muitas igrejas que é Salvador, mas também uma importante área de lazer e de apreciação cultural.

Foi um trabalho muito difícil e cuidadoso. A igreja estava fechada por apresentar rachaduras e outras ações do tempo, que se agravaram pela falta de conservação, trazendo risco à vida dos frequentadores. Por isso, a igreja permaneceu fechada ao público até que se concluísse um trabalho de recuperação que pudesse permitir novamente a visitação pública.

As obras re…

60 ANOS APÓS "CHEGA DE SAUDADE", RIO DE JANEIRO SOFRE DECADÊNCIA

TIROTEIO NA ROCINHA, BAIRRO DA MESMA ZONA SUL QUE OUTRORA HAVIA CRIADO A CULTURA DA BOSSA NOVA.

Por Alexandre Figueiredo

60 anos depois da primeira gravação de "Chega de Saudade", a simbólica canção de Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes que soa como um manifesto da Bossa Nova pelo fato da letra propor a ruptura com a fossa e as tristezas amorosas, personificadas pela tal "saudade", o Rio de Janeiro há muito perdeu a modernidade e a beleza que havia no distante ano de 1958.

Se, naquela época, o único fato sombrio daquela época, foi o assassinato da jovem Aída Cúri, de apenas 18 anos, por dois rapazes sob o consentimento de um porteiro - dos três envolvidos, um dos rapazes, Ronaldo, continua atualmente vivo e virou empresário - , isso não impediu que o Rio de Janeiro, em vias de deixar a condição de capital federal, exibisse sua exuberância e beleza.

Em 1958, a canção "Chega de Saudade" foi gravada em um disco de Elizeth Cardoso, cantora em plena asc…

EM ANO DE PERDAS NA MPB, COMERCIALISMO SE CONSOLIDA NA MÚSICA BRASILEIRA

ANITTA, EM CENA DO VÍDEO DE "VAI MALANDRA".

Por Alexandre Figueiredo

Em um ano como 2017, que a MPB perdeu, pelo menos, três notáveis compositores - Belchior, Luís Melodia e Almir Guineto - , o comercialismo musical brasileiro, cujas tentativas remetem a, pelo menos, 50 anos atrás, consolidou seu domínio, dando fim, infelizmente, a uma época de música popular de qualidade e uma aliança entre universitários e artistas populares.

Enquanto isso,  a MPB autêntica sofre um período de acomodação, com a onda de homenagens intermináveis, tributos que parecem sinalizar que a Música Popular Brasileira, tal como conhecíamos desde 1965, tornou-se coisa do passado. Não que a MPB soasse datada, mas o mercado e a mídia parecem desestimulados em divulgar qualquer renovação artística da música de qualidade.

Todo um caminho de persuasão ideológica se deu para se chegar à supremacia absoluta da geração recente do brega-popularesco, a dos "pós-bregas", o pop comercial brasileiro forma…

O DIA EM QUE A ALERJ BRINCOU DE SER IPHAN

Por Alexandre Figueiredo

Em 01º de setembro de 2009, um ritmo comercial, cujos aspectos sócio-culturais são bastante confusos e contraditórios, ainda que se ocultem as relações verticais entre indústria e público consumidor, foi declarado "movimento cultural de caráter popular" através do anúncio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Nesse evento, no qual se viam entidades ligadas ao "funk carioca" e personalidades relacionadas - de artistas solidários como a cantora Fernanda Abreu até DJs como Marlboro e Rômulo Costa, além do presidente da APAFUNK (Associação de Profissionais e Amigos do Funk), MC Leonardo e o antropólogo Hermano Vianna - , causou muita movimentação no Centro do Rio.

Na altura da Av. Pres. Antônio Carlos, em frente ao prédio que chegou a ser da Câmara dos Deputados quando o Rio de Janeiro era capital do Brasil e hoje abriga a ALERJ, funqueiros estavam reunindo com faixas com expressões como "funk é cultura" e outros lemas relacio…

SEMINÁRIO DISCUTE, EM FORTALEZA, A POLÍTICA DO PATRIMÔNIO IMATERIAL

Por Alexandre Figueiredo

Comemorando 20 anos da Carta de Fortaleza, resultante do Seminário "Patrimônio Imaterial: Estratégias e Formas de Proteção", o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) promove o II Seminário de Fortaleza, cujas inscrições já estão abertas.

O evento, que acontece de 08 a 11 de novembro próximos, no Teatro José de Alencar, terá abertura com uma palestra, denominada Conferência Magna, do sociólogo francês Laurent Levi-Strauss, filho do antropólogo Claude Levi-Strauss. Ele é membro do Conselho da Europa Nostra, que é a maior organização não-governamental dedicada à preservação do patrimônio cultural em 43 países.

Segundo Laurent, na época em que a Carta de Fortaleza foi lançada, em 14 de novembro de 1997, o Brasil estava avançado nas políticas de proteção do patrimônio histórico e cultural em relação a maior parte da comunidade internacional.

Laurent acrescentou: "Seis anos depois, em 2003, a UNESCO publicou a Convenção para a…

LADEIRA DA MISERICÓRDIA ESTÁ ENTRE OS BENS CULTURAIS BRASILEIROS

Por Alexandre Figueiredo

Primeira via pública da cidade do Rio de Janeiro, a Ladeira da Misericórdia está entre os bens tombados pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em reunião realizada hoje. É a terceira reunião do ano, na sede do IPHAN, em Brasília, cinco meses depois do encontro anterior, no mesmo local, em abril último.

Na primeira reunião, revalidou-se o registro patrimonial da Arte Kusiwa, pintura corporal e arte gráfica caraterísticos da tribo Wajãpi, que habita as regiões do Pará e Amapá. Curiosamente, a tribo, que estava ameaçada de perder seu terreno, integrante da Renca (Reserva Nacional do Cobre e Associados), foi beneficiada pela revogação do decreto que extinguiria a reserva para liberação da exploração de seus recursos naturais.

O registro da Arte Kusiwa já havia sido feito em 2002, como o primeiro bem na lista de Patrimônio Cultural do Brasil. Depois a UNESCO, órgão das Nações Unidas, deu à manifestação o título …