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FRESCOBOL É CONSIDERADO PATRIMÔNIO IMATERIAL DO RJ


Por Alexandre Figueiredo

O Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) declarou, há duas semanas, que o frescobol, esporte que se destaca nas praias do Rio de Janeiro e também em outras cidades litorâneas, passou a ser considerado Patrimônio Imaterial do Rio de Janeiro. O título celebra as comemorações dos 450 anos da cidade mundialmente conhecida por suas praias.

Segundo o Instituto, o esporte é considerado parte do estilo de vida do povo carioca e também uma das práticas associadas à paisagem cultural da cidade do Rio de Janeiro. O reconhecimento permitirá a valorização da modalidade esportiva, antes vista com estranheza por ser praticada na areia rasa da praia, junto à água do mar ou da Baía, no caso de outras praias, como Icaraí, em Niterói.

A origem do frescobol remete a 1945, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Seu inventor foi o paraense Lian Pontes de Carvalho, que morava na Av. Atlântica na esquina com a Rua Duvivier, na área conhecida como Lido.

Ele começou a prática de uma espécie de tênis praticado na praia. O reduto era o Posto 2,5 na Praia de Copacabana. Apesar do esporte ser um sucesso e atrair a curiosidade das pessoas, as raquetes pereciam com frequência, devido ao efeito da maresia.

Vendo essa limitação, já na década de 1950, o arquiteto Caio Rubens Romero Lyra, morador da Rua Bulhões Carvalho, no lado do Arpoador, decidiu pedir a um amigo carpinteiro construir raquetes de madeira, material mais resistente à água do mar. O carpinteiro trabalhava na própria cada, na Rua Sousa Lima, também em Copacabana.

Até essa época, o frescobol não tinha esse nome. Ele era conhecido apenas como "tênis de praia", e sua prática na beira da água causa polêmica, por oferecer risco à segurança de caminhantes e banhistas. Recentemente, existem cursos de frescobol realizados na proximidade dos calçadões, tendo até quadras armadas na areia.

O nome frescobol teria sido dado, de forma brincalhona, por um de seus praticantes em 1958, o humorista Millôr Fernandes, que naquela época fazia muito sucesso com suas páginas da coluna O Pif-Paf, da revista O Cruzeiro. Era uma forma de definir o pingue-pongue de praia como um esporte de "fresco", termo que tem o mesmo sentido de "maricas".

Mesmo assim, o nome pegou e, em 1994, foi realizado o primeiro campeonato profissional de frescobol. O regulamento oficial, no entanto, só veio em 2003. O IRPH se baseou em um vídeo feito por profissionais e especialistas em frescobol para fazer as pesquisas que resultaram no novo status.

Através das pesquisas, o IRPH enumerou os principais lugares onde o esporte é praticado no município do Rio de Janeiro: Ilha do Governador (Praia da Bica), Praia do Flamengo, Praia de Copacabana (Santa Clara e Bolívar), Praia do Diabo (Arpoador), Barra da Tijuca (Pepê e Posto 7) e Recreio dos Bandeirantes (Posto 9).

FONTES: O Dia, Portal G1, Wikipedia.

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