IDÉIA DE "PARAÍSO" IMOBILIZA SOCIEDADES



Por Alexandre Figueiredo

O Brasil é um "paraíso". Sua excelente localização geográfica, seu bom nível geológico, sua mítica beleza paisagística e sua diversidade biológica sugerem a existência de um "paraíso" na América do Sul, de um local "agradável", "próspero", "feliz". A idéia de uma terra cuja imagem sempre é associada a algo agradável, sugerindo uma suposta perfeição, seduz muitas pessoas e favorece o comodismo de muita gente.

Pois este país é um dos menos prósperos entre os países em desenvolvimento. O Brasil faz parte dos quatro países que, segundo os especialistas em economia e geopolítica, poderão ser novas potências mundiais: além do Brasil, a Rússia, a Índia e a China, grupo conhecido como BRIC pelos especialistas. Os quatro países, no entanto, são problemáticos. A Rússia é um país ainda socialmente atrasado, com graves surtos de violência, como a ação da máfia local e os atentados em um teatro e em uma escola que causaram muitos mortos. A Índia sofre as intempéries da natureza que geram graves tragédias. A China também. E o Brasil, sofre a impunidade da violência e corrupção dos ricos, as desigualdades sociais vergonhosas, e as distorções sócio-culturais e econômicas conseqüentes de anos de ditadura militar.

Mas o Brasil, por sua localização em uma zona tropical, visto simbolicamente como um paraíso praiano, bucólico, com um perfil geológico antigo que não apresenta mais vulcões e, em tese, não ocorrem grandes terremotos, embora haja episódios de tremores de terra, sobretudo no Nordeste, gerados pelo desequilíbrio ambiental, além de reflexos de tremores de terra devido a terremotos ocorridos no Oeste da América do Sul, em países como Argentina e Chile, geologicamente mais jovens que o Brasil e por isso ainda apresentando vulcões e risco de terremotos.

Mas essa idéia de "paraíso" leva a uma imobilidade social, a um desleixo que parte da visão eurocêntrica do passado, ainda no início do que os historiadores tradicionalmente classificam como Idade Moderna. A era das grandes navegações, dos primeiros vestígios de "mundialização" da economia, das primeiras competições marítimas entre nações. Nessa época, quando era comum entre os navegadores a superstição, que os levava a ter medo de monstros gigantes que eles acreditavam existir em alto-mar, o Brasil, porção de terra sul-americana que ainda não havia recebido este nome, era visto como um país sedutor, de clima agradável, que depois das primeiras expedições se deu conta da existência de pessoas vivendo sem muita roupa, num estilo de vida que, para os padrões europeus, era mais "puro" e "inocente". Daí a frase "não existe pecado no lado de baixo do Equador", tornada famosa pelo cineasta Ruy Guerra em suas vezes de letrista, musicado e cantado por Chico Buarque.

Só que essa visão de paraíso era explorada de forma leviana pelos colonizadores europeus, portugueses e espanhóis. Os espanhóis fizeram das suas, destruindo civilizações avançadas no Peru e México. Os portugueses, por outro lado, fizeram do Brasil um depósito de criminosos e exploradores, numa fase colonial que não tinha como real objetivo colonizar a região, ou seja, povoar com pessoas interessadas em criar um novo ambiente social, mas, ao invés disso, usar a terra como "exílio" de degredados - ou seja, criminosos portugueses condenados a viver fora do país - ou como moradia de aventureiros e como território de exploração econômica de homens que levavam os produtos para fora das terras brasileiras. Corrompia-se a tradição "real" do paraíso de Adão e Eva - era como alguns europeus viam o Brasil - transformando a terra, em parte, numa lixeira social, ou então numa reserva de extração de produtos.

O Brasil é um país muito jovem. Seus quinhentos e tantos anos são pouca coisa, diante de mais de mil ano das grandes nações européias. E, num histórico onde até houve conflitos, e não eram poucos, mas foi marcado pela crescente dominação dos ricos proprietários de terra (um dos primeiros vestígios de dominação político-econômica), o Brasil ainda se comporta como uma nação ingênua diante do resto do mundo. Em muitos aspectos, é uma nação que ainda não perdeu a inocência e por isso tem no conformismo social um de seus hábitos mais problemáticos.

Acredita-se numa "prosperidade" que não existe. Fala-se até em "extrair alegria da dor". Alarga-se um sorriso que, escancarado, esconde dramas sociais tapeados por paliativos. Mesmo as classes pobres são tratadas pelos meios de comunicação como um "povo irremediavelmente feliz". A alegria se torna até um "improviso". O senso crítico, saudável utilização do pensamento, um privilégio de poucos mal-visto pela "opinião pública" oficial, que atribui ao pensamento crítico uma atividade de pessoas "pessimistas", "sem esperança" e "anti-sociais".

O Brasil passou por surtos de progresso político e social em várias passagens de sua história, é inegável. Mas, diante da relevância de muitos eventos progressistas e outros até dramáticos da Europa, o Brasil evoluiu pouco. Tornou-se um gigante ingênuo, um país periférico, a receber as novidades do mundo com atraso, a atrofiar o progresso com um provincianismo que não aproveita as peculiaridades regionais, mas efetiva o jogo das elites econômicas, a explorar grandes contingentes populacionais, condenados a uma miséria irresolúvel por fatores alheios até às próprias limitações da maioria explorada, mas resultantes de interesses de poder dos mais diversos.

A idéia de "preguiça" também atrofiou o progresso social. Durante muitos anos o trabalho braçal era visto como um defeito, as aristocracias se recusavam a trabalhar, mesmo para exercer um simples trabalho doméstico, daí lançando mão do trabalho escravo. A idéia de "paraíso" e a tradição anti-trabalho dos portugueses de então fez com que o Brasil fosse visto como um lugar de descanso e relaxamento, que causou uma imobilização social e criou uma visão romântica do ócio, que até hoje é uma mitologia existente no litoral da região Nordeste, inclusive Salvador, vista de uma visão romântica similar à do Caribe, uma idéia idealizada de um paraíso ensolarado, povoado de muitas mulheres, aparentemente próspero e perfeito, mas uma visão fora da realidade. Salvador tem sérios problemas, sofre ainda do provincianismo que o coloca à margem das capitais do Sul e Sudeste e a crescente população de homens na capital baiana - ainda não creditada no Censo 2000 mas presente sobretudo nas favelas e na imigração de homens de negócio de outras partes do país e do mundo - já deixa de ser uma "conversa de invocado" para ser um fato, pois a "morena da praia", objeto de sedução paradisíaca do discurso machista da "Bahia caliente", de um Caribe brasileiro que concorre a um Caribe irreal, se casou com um empresário paulista, francês ou alemão. Nem a "morena" sobrou para reforçar a mitologia do "paraíso" do litoral nordestino.

O "paraíso brasileiro" se contrasta ao conflituoso cenário europeu, marcado pela Antiguidade da hegemonia da Grécia e do Império Romano, e pelo obscurantismo da Idade Média e pela ascensão econômica da burguesia a iniciar as navegações para a Ásia. O desenvolvimento europeu não se deu sem tensões, e elas foram muitas. A mais recente foi a ascensão de governos fascistas na Itália e Alemanha, que influenciou outros países e, não fossem os atritos que levaram à Segunda Guerra Mundial, ganha pelo poderoso arsenal militar dos EUA, seria uma das maiores forças políticas do mundo, tamanha era a ambição autoritária de Adolf Hitler e Benito Mussolini em se tornarem "imperadores do mundo".

BRASIL SÓ COMEÇA A ACERTAR O RELÓGIO NO SÉCULO XXI

A história do Brasil, que desconheceu a Idade Média - dela, só presenciou a declinante influência da Santa Inquisição, ainda resistente no período da Idade Moderna - , chega ao Século XXI corroído pela corrupção política e pela alienação juvenil, renegando os poucos progressos obtidos nos dois séculos anteriores, XIX e XX. No alvorecer da era industrial, o Brasil vivia ainda o período escravista, duramente combatido por intelectuais e jornalistas e no entanto mornamente - podemos até dizer palidamente - "resolvido" pela Princesa Isabel.

O Brasil acelerou sua evolução social, rompendo levemente com seu provincianismo - ou seja, o sentimento de isolamento regional - e fazendo seu regionalismo dialogar com o nacionalismo e com os valores internacionais, quando outros agentes sociais vieram para transformar o ambiente social do país. Imigrantes europeus e asiáticos fizeram progredir cidades, dando uma mentalidade diferente à mentalidade colonialista de então, que só era amenizada por conta de poucas mentes progressistas, que muito contribuíram pela transformação social do país mas encontraram barreiras numa estrutura dominante marcada pela corrupção e pela violência.

Com os novos imigrantes, o Brasil conheceu idéias socialistas, foram introduzidas novos cultivos para a agricultura - a complementar outros que foram outrora introduzidos, como os coqueiros, de origem asiática, antes inexistentes no país e hoje associados à sua paisagem litorânea mais típica - e a urbanização e industrialização ascendentes ganharam novo impulso. Com os novos agentes sociais, o país viu sua chance de progredir sair da utopia. O Rio de Janeiro, querendo competir com Paris, impulsionava seu cenário cultural. São Paulo, sua concorrente social, era marcada mais pelo seu desenvolvimento industrial, mas foi sede do mais importante evento cultural ocorrido no país no Século XX, a Semana de Arte Moderna de 1922, cujo impacto, em muitos aspectos, reflete até os dias atuais.

Veio o nacionalismo de Getúlio Vargas que, apesar do seu autoritarismo evidente, fez o país criar uma identidade, uma "cara", rompendo em parte com o coronelismo dominante. Se esse coronelismo não foi totalmente eliminado e, em uma ocasião ou outra, respaldava o getulismo, sua influência nunca foi a mesma que teve no período da Velha República. A política dos governadores que isolava os Estados até nas atividades econômicas, foi superada por um real projeto de federalismo, de integração nacional dos Estados brasileiros, que no entanto dava ao Brasil a nomenclatura de Estados Unidos do Brasil, só vindo a denominação República Federativa do Brasil cerca de quarenta anos depois.

Vargas instituiu várias conquistas sociais: o salário mínimo, a previdência social, o direito de voto das mulheres, a legislação trabalhista. Mesmo em seu período autoritário, o Estado Novo, cujos aspectos ditatoriais são indiscutivelmente lamentáveis, significou grandes progressos brasileiros, já bastante conhecidos.

Passado o nacionalismo de Vargas, veio o desenvolvimentismo de Juscelino Kubitschek, com seu ambicioso projeto de fazer o Brasil passar "cinqüenta anos em cinco", com um projeto de industrialização, construção de rodovias e de transferência da capital do país para o Centro, numa acertada estratégia geopolítica.

No entanto, o fantasma do comodismo rondava o país e o povo preferiu o exotismo de um líder populista ideologicamente instável, ao invés de votar num militar de vocação democrática e legalista, mas aparentemente sem muito carisma. Com o Marechal Henrique Lott, apoiado por Juscelino - mas que, ocasionalmente, foi preterido por JK por outro general, o udenista Juracy Magalhães, numa tentativa de aliança suprapartidária do PSD e PTB com a UDN, antevendo as poucas chances de sucesso da candidatura Lott - , o Brasil teria dado seqüência ao Plano de Metas de Kubitschek, mas com alguma inclinação maior às reformas sociais. O povo brasileiro preferiu eleger o populista de direita Jânio Quadros, e, quando as eleições para vice-presidente eram feitas em separado, também elegeram João Goulart, vice de Lott.

Com Jânio, o país perdeu a cabeça, rompeu com o desenvolvimentismo de JK, viu o então presidente Quadros renunciar-se de repente, sem dar uma explicação definitiva, e Jango, odiado pelos políticos conservadores, pregou um plano de reformas sociais que só recentemente foi reconhecido como moderado, mas que, no calor das paixões políticas de então, era visto como "perigosamente comunista" pela direita política e empresarial, apesar da esquerda considerar o projeto como fajuto, limitado às promessas de discurso.

Sendo João Goulart um pretexto para o conflito da Guerra Fria (capitalismo versus comunismo) no Brasil, a direita nacional, respaldada pelo Departamento de Estado dos EUA - outro país que "perdeu a cabeça", mas desta vez por causa do assassinato do presidente John Kennedy - , financiou um golpe militar que ocorreuu de repente, por iniciativa do governador de Minas Gerais, Magalhães Pinto, que encomendou o general Olímpio Mourão Filho (o mesmo que, coronel, forjou o Plano Cohen, suposta carta anunciando um levante comunista que serviu de pretexto para o Estado Novo) a enviar suas tropas para o Rio de Janeiro, instaurando um "governo revolucionário", como se referia então à ditadura militar.

O Brasil que apostou na mediocridade política de Jânio Quadros mergulhou num período de autoritarismo político que frustrou as expectativas de uma geração e fez o povo mergulhar num comodismo que até hoje não foi superado. Foram 21 anos de autoritarismo que afastaram muitas conquistas do período JK, e afastaram qualquer paradigma cultural que fosse anterior a 1974, ano em que, empossando o general Ernesto Geisel, o país se transformou numa nação "democrática mas nem tanto", tão ao gosto das elites econômicas. É idêntico o cenário cultural e comunicacional de hoje com o dos tempos de Geisel. A Rede Globo continua hegemônica, decidindo pelo "gosto cultural" a ser apreciado pelo povo. Musicalmente, predomina a mediocridade de uma música brega que se ramificou em vários arremedos de ritmos populares, vários simulacros de cultura folclórica cujo sucesso é garantido pelo marketing da grande mídia, sempre a classificar seus ídolos do gosto duvidoso como "sempre em alta" e explorar até suas biografias pessoais para comover as massas, em clara demonstração de populismo midiático.

O "milagre brasileiro" havia lançado a música brega como ritmo a ser difundido pelas rádios do interior do país. era uma forma de enfraquecer a Música Popular Brasileira, surgida por iniciativa de uma classe média que, fundindo as lições da Bossa Nova e dos Centros Populares de Cultura, iniciava um cenário de música brasileira que transmitiria valores sólidos às classes populares e evocava também suas manifestações autênticas, esquecidas pelo imediatismo da "cultura de massa". Por isso, não se deve esquecer que a lembrança dos antênticos sambistas, como Cartola, Donga, Zé Keti, Pixinguinha e Nelson Cavaquinho, por exemplo, se deu pelo "paternalismo" da "impopular" MPB, enquanto a ditadura empurrava a mediocridade brega e sua esquizofrenia musical (que não se decide em ser urbano ou rural, provinciano ou "mundializado", atrasado ou moderno) favorece o jogo político das elites, diante do "pão e circo" da cafonice.

Desta forma, a "cultura popular" estimulada pelo período "democrático mas nem tanto" do governo Geisel impulsionou o crescimento da música brega, imobilizando socialmente o povo pobre, através da sua falsa prosperidade através de seus pretensos representantes que, se realmente saíram das classes populares, no entanto não são mais do que uma massa de cantores e grupos inseridos no processo de exploração capitalista.

E assim a indústria investe na idéia de "paraíso". Pobres sorridentes até quando falam de "sofrimento" e "dramas pessoais". A linda pobreza que ainda rende muitos debates nos círculos intelectuais, numa problemática bem mais complexa do que o que o programa Central da Periferia, da Rede Globo, sugere para as multidões. Afinal, como expressão de um poder de mídia onde a consciência crítica é vista como ameaça ao "livre mercado", o programa simplesmente tem por missão apenas reafirmar a exposição das tendências de sucesso, apenas sob um verniz pretensamente progressista, "socializante", que apenas serve para realimentar os mesmos sucessos das rádios FM, reforçando a indústria do "jabaculê" pelo aparato de "folclore" que apenas dá um "aroma natural" à música comercial de sabor artificial de "cultura popular".

Com a crise da esquerda e da intelectualidade brasileira - cujo maior equívoco é querer falar apenas para si mesma - , resultante de seus erros, como a burocracia, a corrupção e o isolamento de intelectuais, sindicalistas e políticos num outro elitismo, a mediocridade brasileira promovida pelos meios de comunicação, num discurso cada vez mais renovado por ser verossímil, pega de surpresa um país que não renova sua consciência crítica, mas se rende ao emotivismo fácil dos ídolos de massa, porta-vozes de um "paraíso cultural" que não é mais do que a velha exploração do "paraíso brasileiro", da "felicidade" que impede o país de reconhecer seus erros reais e rumar para o desenvolvimento.

Em outros aspectos, a ilusão de "paraíso", que presume uma "perfeição" e inspira uma "satisfação", porque acredita-se que nada é preciso para mudar, também traz outros absurdos. Aos criminosos de classes sociais privilegiadas se dá penas brandas porque a Justiça confia demais na boa aparência e no aparente bom comportamento deles. Na administração se estimula menos a trabalhar por grandes causas, os grandes projetos são postos em segundo plano. No âmbito social, o debate público se torna morno e débil. Nas piores hipóteses, prevalece o "jeitinho brasileiro" da busca desonesta das vantagens pessoais, levando à corrupção.

Não por acaso, foi preciso a seleção brasileira de futebol perder na Copa de 2006, na Alemanha, para reconhecermos a mediocridade de um time marcado mais pela sorte do que pelo talento. E por um único gol da França. A França, onde o senso crítico é um hábito popular (não confundi-lo com o "reclamar pelas costas" dos brasileiros), já viveu horrores, conheceu seus erros históricos, seus problemas e infortúnios e hoje é um dos sete países mais ricos do mundo, influente no comando da geopolítica mundial, que ainda mostra seus problemas sócio-econômicos, mas possui um cenário cultural melhor e uma massa juvenil que não reduz sua mobilização social às noitadas techno, aos passeios de mountain bike nem nas platéias dos desfiles de moda, mas, sempre quando precisa, realiza passeatas e manifesta sua opinião crítica.

O Brasil ainda tem muito o que aprender. Ou então o "paraíso" pode dar origem a um inferno. Ainda que ele se manifeste através dos ataques do Primeiro Comando da Capital.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARDOSO, Aldeize Souza. Baianidade: uma constante elaboração e reelaboração de símbolos. In: PRÉ-TEXTOS PARA DISCUSSÃO. Ano VI, v.6, n.10. Salvador: Unifacs, jan./jul. 2001.

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CONHECER BRASIL. Brasil, Volume Dois. São Paulo: Abril Cultural, 1982.

CRUZEIRO, O. Juracy explodindo esquemas situa-se na luta. Rio de Janeiro: Edições O Cruzeiro, 07 de novembro de 1959.

TEIXEIRA, Cid. Entrevista concedida à revista PRÉ-TEXTOS PARA DISCUSSÃO, n.1. Salvador: Unifacs, 12 jul. 1996.

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