Pular para o conteúdo principal

IPHAN E INEPAC SE REÚNEM PARA DEBATER PATRIMÔNIO DO RJ



Por Alexandre Figueiredo

Numa parceria inédita, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o Instituto Estadual de Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro (INEPAC) realizarão um seminário conjunto, no prédio da 6ª Superintendência Regional do IPHAN, na Av. Rio Branco, 46, 3º andar, próximo à esquina com a Av. Marechal Floriano.

O evento pretende discutir a situação do patrimônio cultural de bens móveis e integrados existentes no Estado do Rio de Janeiro, sobretudo na capital, que será uma das sedes da Copa de 2014, além de sediar as Olimpíadas de 2016.

Portanto, o patrimônio histórico do Rio de Janeiro se encontra num contexto em que eventos internacionais impulsionarão o turismo na Cidade Maravilhosa. Certamente este não é o único nem o mais decisivo motivo do seminário, mas a exposição do Rio de Janeiro para o resto do mundo aumenta as responsabilidades em relação à preservação patrimonial da cidade.

O seminário será uma forma de discutir a ação integrada das duas instituições, conciliando ações federais com as estaduais, além de apresentar e debater as funções e o desempenho dos profissionais de cada instituição.

Também será discutida no evento a diversidade dos bens culturais fluminenses, numa abordagem que envolve os diversos segmentos dos bens móveis e integrados existentes no patrimônio cultural do Estado.

Entre os temas previstos, estão os acervos arqueológicos, arquivísticos e bibliográficos, os bens de Arte Sacra, as metodologias e experiências com inventários, os históricos de furtos ocorridos e os programas de fomento e captação de recursos, entre outras ações de preservação do patrimônio.

O seminário acontecerá entre 09 e 17 horas, no auditório do citado prédio do IPHAN, nos dias 28 e 29 de setembro, e a entrada é gratuita.

FONTE: IPHAN.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

IPHAN TOMBA CENTRO HISTÓRICO DE JOÃO PESSOA

Por Alexandre Figueiredo No dia 05 de agosto de 2008, o Centro Histórico da cidade de João Pessoa, capital da Paraíba, passa a ser considerado patrimônio histórico. Uma cerimônia realizada na Câmara Municipal de João Pessoa celebrou a homologação do tombamento. No evento, estava presente o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Luiz Fernando de Almeida, representando não somente a instituição mas também o ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, ausente na ocasião. Luiz Fernando recebeu dos parlamentares municipais o título de "Cidadão Pessoense", em homenagem à dedicação dada ao Centro Histórico da capital paraibana. Depois do evento, o presidente do IPHAN visitou várias áreas da cidade, como o próprio local tombado, além do Conjunto Franciscano, o Convento Santo Antônio e a Estação Cabo Branco, esta última um projeto do arquiteto Oscar Niemeyer que foi inaugurado no mês passado. Luiz Fernando de Almeida participou também da abertura da Fei...

A POLÊMICA DA HISTÓRIA DAS MENTALIDADES

Por Alexandre Figueiredo Recentemente, a mídia lançou mão da história das mentalidades para legitimar tendências e ídolos musicais de gosto bastante duvidoso. O "funk carioca", o pagode baiano, o forró-brega, o breganejo e outros fenômenos comerciais da música feita no Brasil sempre lançam mão de dados biográficos, de sentimentos, hábitos pessoais dos envolvidos, chegando ao ponto da ostentação da vida pessoal. Também são mostradas platéias, e se faz uma pretensa história sociológica de seus fãs. Fala-se até em "rituais" e as letras de duplo sentido - na maioria das vezes encomendada por executivos de gravadoras ou pelos empresários dos ídolos em questão - são atribuídas a uma suposta expressão da iniciação sexual dos jovens. Com essa exploração das mentalidades de ídolos duvidosos, cujo grande êxito na venda de discos, execução de rádios e apresentações lotadas é simétrico à qualidade musical, parece que a História das Mentalidades, que tomou conta da abordagem his...

A HERANÇA DO IPES-IBAD NO BRASIL DE HOJE

Por Alexandre Figueiredo  O IPES-IBAD, a dupla de institutos de fachada que se tornou um think tank crucial para o golpe civil-militar de 1964, continua vivo no seu legado atual. As gerações que descenderam dos ideólogos que se envolveram com estas instituições hoje apoiam Lula, dentro de uma linha do tempo que mostrou a complexidade das conveniências que fizeram com que aqueles que pediram a queda de Jango verem seus netos defendendo a reeleição de Lula. Para quem não sabe, os dois “institutos” se chamavam Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES, apelidado informalmente de “ipês”, fazendo trocadilho com uma famosa árvore) e Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD). O IBAD é mais antigo, surgido em 1959. O IPES surgiu dois anos depois, em 1961. Ambos haviam sido movimentos empresariais e inicialmente foram fundados de maneira independente. O IBAD foi fundado por Ivan Hasslocher, Gilbert Huber Jr. (conhecido pelo famoso catálogo telefônico Páginas Amarelas), Glycon de ...