Por Alexandre Figueiredo A música brasileira passa por um período de deterioração de tal forma que o comercialismo dos ídolos popularescos se tornou hegemônico e dominante. Cada vez mais o ídolo musical dos tais “sucessos do povão” comprova não ser o coitadinho das narrativas “contra o preconceito”, supostamente “em busca de um lugar ao Sol Tão Bonito da Música Popular Brasileira”, mas o dono de um esquema de negócios milionários que movimenta o entretenimento no Brasil. O ídolo brega-popularesco, seja que tendência for, seja o cantor cafona das antigas, seja o funqueiro que se acha “libertário”, o breganejo “verde-amarelo” que quer “moralizar o país” ou o piseiro e o arrocheiro “animando a festa”. A música brega-popularesca cresceu tanto que hoje sufoca a renovação da MPB. Perdemos um Lô Borges para achar que a renovação está num nome como João Gomes? Há um forte lobby em jogo. Tendências popularescas regionais estabelecem as relações de poder de tal forma que um nome da MPB ou d...